Essa semana fiz um curso de “Técnicas de Apresentação” pago pela empresa em que trabalho. Em princípio, confesso que pensei que o curso fosse ser uma completa inutilidade. Sempre tive a convicção de que esses cursos não passavam de um embuste, que falar em público é um dom que nasce com a pessoa e não existe fórmula milagrosa para isso. Realmente o dom ajuda muito, mas existem algumas técnicas que aprendi no curso que realmente são capazes de fazer a diferença na hora de ministrar uma palestra, seminário, ou mesmo apresentar um trabalho para grupos menores. Enfim, as aulas foram um sucesso e eu tive que dar o braço a torcer.
Num determinado momento do curso foram analisadas as peculiaridades de nosso idioma, os chamados regionalismos, o que me fez lembrar um post que escrevi dias atrás, chamado “O Português de lá…”.
Não são apenas nossos patrícios da “terrinha” que falam um português um pouco diferente do nosso. Nós mesmos, em muitos momentos, parecemos não falar a mesma língua, o que não chega a ser nenhuma novidade para um país de dimensões continentais e colonização heterogênea como é o Brasil.
Reuni abaixo algumas dessas expressões para retratar que não somos tão parecidos quanto imaginamos:
Baladeira (Rio Grande do Norte) = Estilingue, atiradeira.
Baladeira (São Paulo) = mulher que gosta de sair à noite.
Cigarreira (Rio Grande do Norte) = Banca de jornal.
Alcatifa (Nordeste) = carpete.
Jante (Pernambuco) = Roda.
Guia (São Paulo) = meio-fio, sarjeta.
Patente (interior do Paraná) = Vaso sanitário, privada.
Polígrafo (Rio Grande do Sul) = Apostila.
Colchão mole (interior de São Paulo) = tipo de carne conhecida também como chã de dentro.
Colchão duro (interior de São Paulo) = tipo de carne conhecida também como lagarto.
E mesmo dentro do próprio Estado do Rio de Janeiro também existem diferenças:
Pipa (município do Rio de Janeiro) = Brinquedo que no município de São Gonçalo é conhecido por “cafifa“.
Joelho (município do Rio de Janeiro) = salgadinho feito com massa de pão e recheio de queijo e presunto. Em Niterói, esse mesmo salgadinho, se chama “italiano“.
CA (município do Rio de Janeiro) = sigla que servia para denominar a extinta “classe de alfabetização”. Em Niterói, a classe de alfabetização era conhecida como “alfa“.
A lista é extensa e inexaurível. Tragam sugestões!





