O infinito de depois
Quero amordaçar teus olhos
Engarrafar teu gênio
Petrificar teu riso
Como se fosse preciso
Emoldurar teu ontem
Para pendurar na minha sala.
Quero defenestrá-la
Da minha boca sem palavras
E amputar teu medo
Como se fosse parte
Da arte que desenhamos
Na parede da nossa casa.
Quero ser cova rasa
Para engolir teu corpo
Antes que me vire a cara.
18 Maio, 2009 às 11:03 pm
Ao Escritor-poeta (ou será poeta-escritor!? rs),
Ah! A poesia… A mais sublime obra do poeta. Petrifica momentos. Emoldura teu ontem. Fotografa sensações. Instantes. Transmite emoções. E por falar no autor da obra, o escritor não é “somente certa maneira especial de ver as coisas, senão também impossibilidade de vê-las de outra qualquer maneira”. (Carlos Drummond de Andrade, Passeios na Ilha, p. 120)
Parabéns!
20 Maio, 2009 às 10:21 pm
bonitas palavras…
21 Maio, 2009 às 8:51 pm
Gosto muito dessa maneira de escrever. Muito bom, meu amigo.
14 Junho, 2009 às 5:32 pm
Pedi emprestado o verso mas ainda nao usei. Nao me julgue uma amiga desnaturada… farei minhas as suas palavras, com o devido crédito e um pouco menos inspiração. Assim que o fizer, aviso.
18 Junho, 2009 às 12:39 pm
É difícil ver alguém que escreve poesia de verdade. O que eu vejo por aí é quase nada perto do que eu vejo por aqui. Invista, viu? Beijos.
12 Julho, 2009 às 12:00 am
a poesia nua, a palavra descoberta. como o dia em que o silêncio sai da casa.
a vida nua.
muito bom voltar, à respirar essa densidade toda.
Abraços pra ti.