Auto-retrato

 

Eu sou aquilo que gosto

E gosto de muito pouco

Palavras sem salto

Amores sem bainha

Quando me vejo no espelho

Trago meridianos no rosto

E quando a noite vacila

Faço o silêncio de amparo.

 

Não me pergunte de onde venho

E nem o peso da minha mordida

Onde me escondo

Do que me sirvo

No pouco que ainda me vendo

O muito troco me cega

E sobre meus ombros vazios

Apenas um sonho na tipóia.

 

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7 Respostas to “Auto-retrato”

  1. Os leitores clamam pela sua arte! Meus pedidos foram atendidos!!!

    Gosto muito desse poema.

  2. David, lindo isso, muito lindo mesmo. Simples, direto, sutil! Adorei.

    Agora eu fiquei preocupada lendo seu comentário lá no blog… Será que o pernilongo é tão apalermado assim, vai entender ao contrário? Ai, ai, ai… rsrsrsrsrs

    beijos

  3. Oi David,
    Uau, como “recém amiga” ainda não conhecia esse seu lado e adorei!
    Vai escrever bem assim lé em casa! rs
    Beijos !

  4. Meus comentários já alcançaram o triste posto do lugar-comum. Não gosto disso, mas a culpa é sua.
    Quem manda escrever sempre coisas boas?
    Hoje, pra não dizer: ótimo, vou optar pelo: incrível.
    Isso mesmo, incrível.
    Meus parabéns.
    Eu não daria um selo pra qualquer um. Pega o seu lá no meu blog. =)

    Abraços.

  5. profundo o que vc escreveu, conclusão? refletir…
    Que bom que tenha blogs como o teu.

  6. Puxa, David, muito bom… É a primeira poesia sua que vejo, gostei muito…
    A coragem de decifrar-se, e re-inventar-se diante de si mesmo.

    Abraços

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