Arquivo para dezembro, 2008

Receita de Ano Novo

Posted in Poesia on 30 dezembro, 2008 by David Cohen

Por Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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Linha vermelha ¹

Posted in Poesia on 25 dezembro, 2008 by David Cohen

 

Seis da tarde

Trânsito intransitável

Vidros suspensos

Ambulantes em frenesi

Meninos malabaristas

Na corda-bamba

Ruídos entrecortados

Últimas notícias…

Um homem fora do carro

Olhares curiosos

O tempo inesgotável

Jornal de amanhã

Tumulto no acostamento

A mureta encurralante

Um cortejo estacionado

Sobre a via-funeral

Estampidos, pânico

A orquestra do medo dissimula

Famílias em alvoroço

Burburinho, desatino

A manobra por uma vida

Desconcertada…

Um corpo atravessado

Sirenes em errância

A alma devassada

Por uma linha vermelha

De sangue.

 

____________________ 

1 – A RJ-071, oficialmente denominada Via Expressa Presidente João Goulart e popularmente conhecida como Linha Vermelha é uma via expressa do estado do Rio de Janeiro, que liga os municípios do Rio de Janeiro e São João de Meriti, atravessando também o município de Duque de Caxias.

Por atravessar diversas áreas carentes, é atualmente conhecida pelos freqüentes atos de violência que ocorrem em seu entorno, visto ser margeada por aproximadamente 18 favelas, todas repletas de atividade criminosa do tráfico de drogas.

O calibre do meu medo

Posted in Uncategorized on 21 dezembro, 2008 by David Cohen

Desde que circulou na imprensa a notícia da absolvição do PM acusado do homicídio do menino João Roberto que venho amadurecendo a idéia de escrever um post sobre o assunto. Se a morte de uma criança, atingida por um tiro na cabeça dentro do carro dos pais, não é motivo suficiente para uma condenação, o que mais pode ser? Eu moro na Tijuca, bairro que fica localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Por coincidência, o mesmo bairro em que foi baleado o menino João Roberto. Minutos antes de escrever esse post eu ouvi estampidos de tiros. Ouço sempre, pois se tornou comum esse tipo de barulho na Cidade Maravilhosa. Uma espécie de sinfonia do medo, com a qual não pretendo me acostumar. Hoje estou na frente do computador escrevendo um texto para dividir minhas idéias com vocês. Amanhã eu não sei. Eu adoro a minha cidade. Apesar de ter nascido em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, vim morar no Rio de Janeiro quando tinha apenas 1 ano de idade. Aqui é a minha cidade.

Quem acompanha esse blog já se acostumou com meus posts sobre o Rio Antigo e sobre as belezas dessa cidade. Mas o Rio de Janeiro está acéfalo, sem comando, sem ordem. As madrugadas são assustadoras. Ontem um casal teve seu carro interceptado num sinal de trânsito que fica em frente ao meu prédio por bandidos armados com fuzis. Outro dia um idoso foi assaltado e morto na saída do banco que sou correntista. Não é possível sair a noite sem ser importunado por pivetes e moradores de rua. Não podemos fechar os olhos para a dura realidade da nossa cidade.

Na absolvição do menino João Roberto a sociedade lavou as mãos. Sim, pois a decisão foi proferida pelo 2º Tribunal do Juri da Capital. Para aqueles que não sabem, no Tribunal do Juri quem decide não é um magistrado, mas pessoas do povo. Um menino morreu dentro do carro de sua mãe e os jurados entenderam que isso não é suficiente para condenar o responsável pelos disparos. Pobre policial, confundiu o carro da família com o dos bandidos que ele perseguia; confundiu a bolsa da mãe do menino com um artefato; apenas se confundiu e sua confusão o legitima a desferir mais de 15 tiros contra um veículo parado.

Eu sou o maior defensor da atividade policial. Moradores de comunidades carentes fazem passeata em protesto contra as ações da polícia, mas não fazem absolutamente nada contra os traficantes que tomam conta das favelas. Se locupletam de favores espúrios. Silenciam. 

A verdade é que inocentes não podem continuar sendo assassinados impunemente. Seja o homicida um policial ou um traficante, a vida de uma criança não pode ser retirada nessas circunstâncias. Me perdoem o desabafo.

Me lembrei de uma canção dos Paralamas do Sucesso que retrata muito bem esse sentimento. Se puderem, ouçam e reflitam. Mas apenas refletir pode não ser mais o suficiente…

O Calibre

Herbert Viana

Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei da onde vem o tiro (2x)

Por que caminhos você vai e volta?
Aonde você nunca vai?
Em que esquinas você nunca pára?
A que horas você nunca sai?
Há quanto tempo você sente medo?
Quantos amigos você já perdeu?
Entricherado, vivendo em segredo
E ainda diz que não é problema seu

E a vida já não é mais vida
No caos ninguém é cidadão
As promessas foram esquecidas
Não há estado, não há mais nação
Perdido em números de guerra
Rezando por dias de paz
Não vê que a sua vida aqui se encerra
Com uma nota curta nos jornais

Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei, daonde vem o tiro (2x)

Gato por lebre

Posted in Curiosidades on 19 dezembro, 2008 by David Cohen

gato-por-lebre

Por Márcio Cotrim

“Comer gato por lebre” é ser enganado. Já “vender gato por lebre” é enganar alguém, e com dolo. Em ambos os casos, há ludíbrio. O sujeito é vítima ou vigarista. Historicamente, tem sido notório o gradual convívio de cães e gatos como companheiros do ser humano. Em Portugal, inclusive, é conhecido o ditado “casa sem gato nem cão, casa de velhaco e ladrão”.

Uma lei do século XIII fixava o preço da pele do gato, além das peles de vitela, cordeiro, cabrito, raposa, lontra, marta e outros bichos. Era barata, um terço da de raposa, sem falar nas peles de luxo como a de lontra ou de marta, o que demonstra que o gato ainda não era considerado totalmente doméstico – servia para ser comido e para dar pele ao homem.

Em termos culinários, houve tempo em que a tenra e delicada carne do gato, depois de receber temperos com que absorvia melhor os condimentos, tornava praticamente imperceptível a diferença entre ela e a de lebre.

Aliás, durante cercos militares a grandes cidades – como no de Paris em 1871 – , o gato foi considerado pitéu refinado, ninguém se lembrava de lebre no cardápio.

Seja como for, neste tempos de tantos enganos e desenganos, muita gente continua entrando pelo cano por causa de espertalhões que nem sabem o que é lebre, muito menos imaginaram comer carne de gato, mas conhecem perfeitamente a arte da embromação… 

Série Lendas Urbanas: A Morte de Paul McCartney em 1966

Posted in Curiosidades with tags , , , on 15 dezembro, 2008 by David Cohen

É a maior conspiração do mundo pop. Pior do que a invenção do Menudo. Mais horrível do que explorar comercialmente o Jordy. Paul McCartney morreu num acidente de carro em novembro de 1966 e foi substituído por um sósia. Na época, os Beatles eram o principal item de exportação na balança comercial britânica. A perda de Paul destruiria a banda e, por isso, a gravadora resolveu armar uma estratégia para salvar os Beatles. Um sósia de talento duvidoso chamado Billy Shears (segundo algumas fontes) ou William Campbell (segundo outras) assumiu o lugar do beatle esmagado no desastre. Depois de alguma relutância, John, George e Ringo concordaram com a conspiração, mas esconderam cuidadosamente pistas sutis nos discos do grupo que revelam a trama macabra. A maioria dessas evidências estão na capas de Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band (1967) e Abbey Road (1969).

As pistas de Sgt Pepper´s:

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1. No lançamento do disco, os Beatles anunciaram que nunca mais fariam shows ao vivo. Certamente para que Billy Shears ou William Campbell não fosse desmascarado.
2. No centro da fotomontagem da capa, um arranjo de jacintos amarelos forma uma guitarra de canhoto com três cordas. A guitarra simboliza Paul, que era canhoto, e as três cordas mostram que só três beatles estão vivos. Além disso, a ilustração é claramente um funeral.
3. Outro arranjo de flores forma a palavra “Beatles”. É a primeira vez que a banda assina um disco como “Beatles” e não “The Beatles”. Faz sentido. Se Paul está morto, “The Beatles” não existe mais, mas apenas os três “beatles” remanescentes.
4. Na capa também aparece uma estátua de Kali, a deusa hindu da morte e do renascimento. Claro. Paul partiu desta para uma melhor, mas ressuscitou em outro corpo.
5. No centro da fotomontagem tem uma bateria desenhada por um certo Joe Ephgrave. O nome Ephgrave é considerado um amálgama de “Epitaph” (epitáfio) e “grave” (túmulo). Dizem que se você colocar um espelho horizontalmente no meio de “Lonely Hearts”, você lê a seguinte mensagem ?I ONE IX HE < > DIE”. A interpretação é a seguinte: “I ONE” significa 11 e, portanto, a mensagem é “em 11 de setembro ele morre”. O símbolo < > aponta diretamente para Paul McCartney. O acidente teria ocorrido em 11 de setembro – uma data de múltiplos significados cabalísticos, como se vê.

As pistas de Abbey Road:

abbey_road

1. A capa mostra os quatro Beatles cruzando uma rua, simbolizando um funeral. John está de branco (cor do luto para algumas religiões orientais). Ringo está de preto (luto no Ocidente).
2. Paul anda com o passo trocado e está descalço (algumas religiões enterram seus mortos sem sapatos).
3. No lado esquerdo da rua tem um fusca (que em inglês é conhecido como beetle) com a placa “28 if”. Ou seja, Paul faria 28 anos, se (if) não tivesse morrido aos 27. Também tem um carro funerário estacionado do lado direito da rua.

Existe uma infinidade de outras pistas disponíveis na Internet para pesquisadores interessados. No entanto, apesar das evidências abundantes, a conspiração é apenas uma practical joke extremamente elaborada, com acréscimos de vários autores diferentes. A história parece ter começado com um acidente de moto que Paul realmente sofreu em novembro de 1966. Os fãs ficaram preocupados, mas Paul só quebrou um dente.

A trama conspiratória foi relatada pela primeira vez em 1969, no jornal universitário Times-Dephic, da Drake University, em Iowa, Estados Unidos. Inspirado pelo acidente, o autor, Tim Harper, apontava as supostas evidências da morte na capa de Abbey Road. O radialista Russell Gibb, da WKNR-FM de Detroit, gostou da piada e a reproduziu no ar, acrescentando colaborações pessoais à lenda (as pistas na capa de Sgt Pepper´s são possivelmente invenção dele). A partir daí, a teoria conspiratória se propagou por fanzines e jornais alternativos. Faz sentido. Na época, o grande herói da imprensa underground era Hunther S. Thompson, o célebre inventor do gonzo journalism, que mistura reportagens investigativas a um humor absurdamente escrachado. Thompson inventava descaradamente. Seus imitadores, mais ainda.

A criação do sósia William Campbell é atribuída a um certo Fred LaBour no artigo “McCartney Dead: New Evidence Brought to Light” da Big Fat Magazine. O outro suposto sósia, Billy Shears, é um personagem misterioso citado no álbum Sgt Pepper´s: “So let me introduce to you the one and only Billy Shears”, diz a letra da primeira canção. A citação a Billy Shears não faz muito sentido no disco mas, pensando bem, nada faz sentido em Sgt Pepper´s.

O fato é que o boato da morte de Paul tomou tamanha proporção que, em 1969, ele teve de convocar uma coletiva de imprensa para provar que estava vivo. Alguns beatlemaníacos atribuem a suposta conspiração à própria banda. Tudo não passava de um projeto de arte conceitual idealizado por John Lennon, afirmam os fãs. Lennon sempre negou isso, assim como George e Ringo. Paul McCartney, por sua vez, sempre encarou o boato com extremo bom humor. O que prova que ele é muito espirituoso, mesmo no além-túmulo.

*Extraído do livro “Conspirações – Tudo o Que Não Querem Que Você Saiba”

O Pavilhão Mourisco

Posted in Curiosidades with tags , , , on 14 dezembro, 2008 by David Cohen

Quem passa pela Avenida Brasil, na altura de Manguinhos, no Rio de Janeiro se depara com uma das construções mais incríveis da cidade: O Pavilhão Mourisco, Prédio Central da Fundação Oswaldo Cruz.

O Pavilhão Mourisco, segundo informação extraída do site da FIOCRUZ, é a única edificação neomourisca (ou neo-islâmica) ainda existente no Rio de Janeiro. Para aqueles que, como eu, admiram, mas não entendem nada de arquitetura, pode-se dizer que o estilo neomourisco busca imitar e recriar a arte islâmica antiga. Algumas edificações serviram de modelos para projetos “neo”, como é o caso do Taj Mahal, na Índia, e a Alhambra, na Andaluzia, Espanha.

Projetado pelo arquiteto português Luiz de Moraes Júnior com base em croquis de Oswaldo Cruz, começou a ser construído em 1904. O traçado do prédio, semelhante ao dos palácios ingleses do período Elisabetano, apresenta torres, ameias, grandes galerias ligando as salas laterais e valoriza a entrada principal. Já nas fachadas, paredes, pisos e forros internos impera o estilo oriental.

O prédio, erguido sobre uma das colinas da região, constitui um bloco imponente, de 50 metros de altura, com fachada voltada para o mar. As paredes e a cinta de arremate da base do prédio são de granito, retirado da própria pedreira de Manguinhos. As varandas externas têm paredes em azulejo Bordalo Pinheiro e piso coberto de mosaicos franceses, cuja distribuição em variadas cores e formas lembra os tapetes árabes.

Na entrada principal do edifício, portas em peroba nacional amarela, talhadas em diversos motivos, e maçanetas americanas em bronze dourado, lavradas em estilo mourisco, abrem-se para o hall, onde tudo provoca magnífica impressão.

As paredes e o teto são ricamente decorados com elementos geométricos, na cor mate-ouro, em alto relevo. No hall de entrada, a escadaria em ferro forjado, com corrimão de metal e degraus de mármore Carrara, foi construída na Alemanha a partir de um desenho nacional. Coroando este hall, à altura do quarto pavimento, encontra-se um vitral de cores fortes, feito por Formenti & Cia. Destacam-se ainda os azulejos das varandas internas e dos laboratórios, procedentes de Meissen; as fechaduras e dobradiças em bronze dourado da Yale; os gradeamentos das janelas, que apresentam 18 desenhos diferentes; a escadaria de serviço em ferro alemão e em caracol; a louça inglesa nos banheiros e, finalmente, as luminárias alemãs, fabricadas ora em ferro fundido, ora em bronze dourado, com acessórios em opalina lilás.

O elevador do prédio central da Fundação Oswaldo Cruz é o mais antigo ainda em funcionamento no Rio de Janeiro. Foi instalado em 1909 pela Companhia Brasileira de Eletricidade Siemens-Schuckert Werke, a um custo total de 63.544 marcos. Com estrutura em ferro fabricada pela metalúrgica alemã Krupp, e cerca de 28,4m de altura de elevação, foi projetado para fazer quatro paradas, com mecanismos de segurança que impedem seu funcionamento caso alguma das portas esteja aberta.

O elevador tem duas cabines: uma para passageiros e outra para cargas. A de passageiros é de mogno, luxuosamente ornamentada, com cúpula de espelhos e portas internas com cristal bisotado. O gradeamento externo foi incluído no orçamento inicial, mas o projeto alemão, também em estilo neomourisco, não foi aprovado em virtude do alto custo. A opção de Oswaldo Cruz foi encomendar um novo desenho a Luiz Moraes Júnior, arquiteto do prédio. Depois de aprovado, o projeto foi executado pela mesma empresa responsável pelo gradeamento das escadarias.

O Pavilhão Mourisco foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN em 1981, sendo hoje um verdadeiro oásis de beleza fincado na pouco hospitaleira Avenida Brasil.

Aula de economia

Posted in Economia with tags , , on 11 dezembro, 2008 by David Cohen

marc-faber

O sujeito acima é americano e se chama Marc Faber. Ele é analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico…

“O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.

Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.

Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.

Se comprarmos um computador, vai para a Índia.

Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.

Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.

Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan.

E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana..

O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte…”

Ele só esqueceu de mencionar que sobre todas essas atividades incidem tributos, os quais são revertidos para o tesouro nacional.  

Quanto às cervejas, é bom lembrar que a Budweiser, verdadeiro orgulho americano, agora pertence à cervejaria belgo-brasileira InBev.

Já em relação às prostitutas… Bom, é melhor a gente não se aprofundar muito na nacionalidade das prostitutas que ganham a vida nos EUA.

Mas, tirando essas pequenas questões, até que ele não deixa de ter razão…