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O Vasco é imortal

Posted in futebol on 7 dezembro, 2008 by David Cohen

vasco

“Enquanto houver um coração infantil o Vasco será imortal.” (Cyro Aranha, ex-presidente do Vasco da Gama)

Hoje, 07 de dezembro de 2008, aconteceu uma tragédia. No estádio de São Januário, 40 atletas profissionais (entre titulares e reservas) e um dublê de treinador de futebol foram enterrados em vala comum: O Clube de Regatas Vasco da Gama, do alto de seus 110 anos de história, terá que disputar em 2009 a segunda divisão do campeonato brasileiro.

Desfecho melancólico, mas previsível. Às vezes é preciso dar um passo para trás para conseguir dar dois passos para frente. E esperamos que o Vasco consiga, depois da queda,  dar esses dois passos para frente.

HINO DO VASCO
(Autor: Lamartine Babo)

Vamos todos cantar de coração
A cruz de malta é o teu pendão
Tens o nome do heróico português
Vasco da Gama… tua fama assim se fez

Tua imensa torcida é bem feliz
Norte-Sul, Norte-Sul deste país
Tua estrela, na terra a brilhar
Ilumina o mar

No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és um traço
De união Brasil-Portugal

Jogo no rádio

Posted in futebol on 23 novembro, 2008 by David Cohen
Zé do Rádio, folclórico torcedor.

Zé do Rádio, folclórico torcedor.

Ouvir um jogo de futebol pelo rádio tem uma emoção diferente. Por mais que a televisão tenha criado a possibilidade do torcedor efetivamente “ver” a partida, o rádio nos traz uma realidade de sonhos, à semelhança do que acontece quando lemos um livro.

Quando acompanhamos uma partida de futebol pelo rádio normalmente temos a sensação de que nosso time jogou muito melhor do que na realidade. Já notaram como qualquer troca de passes no meio de campo parece aos nossos ouvidos um poderoso contra-ataque? Isso sem falar nos gols, que sempre pareceram mais bonitos do que foram.

Uma partida de futebol pelo rádio é a apoteose do exagero. Qualquer bola que passa a metros da trave foi sempre “tirando tinta” e aquela “entrada criminosa” do jogador adversário muitas vezes nem foi tão violenta assim.

Outra característica que só o rádio possui é a voz estridente dos locutores e seus conhecidos bordões. Quando é gol de um determinado time eles gritam moderadamente: Goool! Já quando sai gol do time que eles torcem, a imparcialidade vai para o espaço: GOOOOOOOOOOOOOOL!!!!! É sempre um golaço, impressionante.

A maior heresia que pode existir é, depois de acompanhar o jogo pelo rádio, assistir ao compacto na TV. É como assistir um filme depois de ler o livro, ou seja, frustração na certa.

Não sei se vocês já se deram conta, mas o jogo de futebol pelo rádio nos devolve o prazer da imaginação. Tirando o resultando da partida (esse não tem como alterarmos), o rádio abre a possibilidade de criarmos uma realidade paralela, de nos tornamos espectadores de nossas próprias fantasias, o que é incomparável.

Muitos torcedores, ainda hoje, vão para os estádios com seus radinhos de pilha ou acompanham o jogo pela TV e pelo rádio simultaneamente (“olho na telinha e ouvido na caixinha”). Eu não chegaria a tanto…

Confesso também que só parei para pensar nisso tudo depois que a TV a cabo da qual sou assinante me cobrou a módica quantia de R$ 60,00 pelo sinal do jogo entre Vasco e São Paulo de logo mais.

Mas apesar disso tudo, ouvir um jogo de futebol pelo rádio tem uma emoção diferente e isso ninguém pode negar.