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O eterno retorno dos que não foram…

Posted in Uncategorized on 5 abril, 2009 by David Cohen

Caros amigos, estou de volta…

Recebi por e-mail um link bastante interessante: Um acervo digital de todas as revistas “Veja” editadas nos últimos 40 anos. Ok, Eu também não gosto da “Veja”. Ok, eu também não concordo com sua posição de extrema direita e suas perseguições políticas. Mas, de qualquer forma, esse site torna acessível um recorte de nossa história que vale a pena conferir.

http://veja.abril.com.br/acervodigital/

Divirtam-se.

A paz como arma de guerra

Posted in Uncategorized on 17 janeiro, 2009 by David Cohen

Por Olavo de Carvalho

Enquanto Hugo Chávez expulsa o embaixador de Israel e no Brasil o PT compara os israelenses aos nazistas, na Flórida a militância esquerdista sai às ruas e grita: “Judeus, voltem para o forno”.

Está aberta a temporada de caça.

Ninguém parece julgar isso de todo mau. Como é possível que, decorrido pouco mais de meio século do Holocausto, o ódio aos judeus vá aos poucos se incorporando novamente ao senso comum, como se fosse coisa decente, obrigatória, e dele dependessem as melhores esperanças de paz e liberdade para a espécie humana?

A resposta é simples: controle o fluxo de informações e terá o domínio absoluto das conclusões que o público vai tirar delas. Uma das regras mais elementares da ciência histórica é: a difusão dos fatos causa novos fatos. O fato desconhecido não gera efeitos. Se a maioria das distribuidoras de vídeos não tivesse bloqueado o acesso dos espectadores ao documentário Obsession (www.obsessionthemovie.com), se o vídeo www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/129264 fosse exibido às massas, se no mínimo o direito de chorar seus mortos no horário nobre da TV não fosse um monopólio dos esquerdistas e terroristas, ninguém diria que a reação de Israel foi excessiva: todos entenderiam que foi justa, racional e tardia.

Para que esse desastre não aconteça, é preciso garantir que cada judeu explodido pelas bombas do Hamas seja enterrado duas vezes: uma no solo, outra no desconhecimento geral. Assim todo mundo fica com a impressão de que os judeus não estão defendendo a própria pele, apenas arrancando a de seus inimigos.

Também seria ingenuidade acreditar que o abismo crescente entre noticiário e realidade é o efeito espontâneo de um simples viés ideológico, de preferências subjetivas da classe jornalística.

Só para fins de comparação: as Farc, segundo se descobriu no famoso laptop de Raul Reyes, não são um bando de psicóticos enfurnados na selva – são uma organização mundial, com uma rica e eficiente rede de apoio em 29 países. Mutatis mutandis, quantos colaboradores têm o Hamas e o Hezbollah no Brasil, nos demais países da América Latina, nos EUA e na Europa? Quantos deles são agentes de influência colocados em postos decisivos das empresas jornalísticas para dar a impressão de que é normal chamar os judeus de nazistas e no mesmo ato sugerir enviá-los de volta aos campos de concentração? Ninguém vai jamais investigar isso em profundidade, dar nomes, responsabilizar criminalmente os desgraçados? Até quando a mídia continuará sendo a principal arma de guerra assimétrica e posando de observadora neutra, no máximo um tanto preconceituosa?

Claro, existem sempre os idiotas úteis, que repetem o que ouvem dizer. Mas a idiotice em estado bruto é inerme. Para tornar-se útil ela tem de sofrer um upgrade. Não se pode explicar um preconceito geral pela simples propagação automática, sem que alguém tenha deslanchado o processo. E quem o deslanchou sabe exatamente aonde pretende chegar com ele.

Lênin já explicava que o terrorismo não é jamais um objetivo em si mesmo, que suas finalidades só se cumprem quando os ataques cessam e as conquistas obtidas são sacramentadas na mesa das negociações. A transição depende, na sua quase totalidade, das disposições da opinião pública. Quando o povo está cansado de guerra, está na hora de o lado militarmente mais fraco ofecerer a paz ao mais forte em troca de vantagens políticas. A mídia é o instrumento-chave dessa mutação. Respaldada por ela, a equipe de governo de Barack Hussein Obama já oferece ao Hamas a oportunidade de transformar a derrota em vitória por meio do “diálogo”. Nenhuma organização terrorista aspira senão a isso: ser transmutada de bando de criminosos em organização política decente, portadora dos méritos da “paz”. Por isso mesmo a guerra assimétrica é chamada, tecnicamente, de “a derrota do vencedor”. Sob a pressão da mídia mundial, Israel arrisca-se a cair nesse engodo pela milésima vez.

O primeiro dia útil do ano

Posted in Uncategorized on 5 janeiro, 2009 by David Cohen

Hoje é segunda-feira, 05 de janeiro de 2009, o primeiro dia útil do ano. Certamente os mais pragmáticos dirão: “Mentira, o primeiro dia útil do ano foi sexta-feira passada, dia 02!”. Outros, mais inclinados aos festejos, alertarão: “O ano só começa depois do Carnaval!”.

Com todo o respeito que merecem as opiniões contrárias, é impossível começar qualquer coisa numa sexta-feira, assim como é igualmente impossível esperar até março para colocar em prática todos os planos que povoam nossos pensamentos. Nem tanto à terra, nem tanto ao mar, meus amigos. Hoje é o primeiro dia útil do ano, conformem-se.

Mas nem tão útil assim. O que se vê são as pessoas vagarosamente retornando às suas atividades, tomadas de verdadeira preguiça existencial. A essa altura, muitas das promessas de fim de ano, depois de tanto espumante, já escoaram pelo ralo da memória. E nada mudou. Quem era duro continua duro; Quem estava acima do peso continua acima do peso (ou mais ainda depois de tantos quitutes); E quem torcia para time da Segunda Divisão continua torcendo para o mesmo time.

Isso sem falar nas famosas despesas de começo de ano: IPTU, IPVA, seguro do automóvel, anuidade do conselho profissional (OAB, CREA, CRM, etc.), lista de material da escola, uniforme, renovação de matrícula… ufa!

E assim, em clima de ressaca, amanhece o primeiro dia útil do ano: cara amassada, calendário amassado e, para alguns, mais afortunados, lembranças de belos amassos.

Por mais que seja duro encarar a realidade, animem-se, pois ainda temos 360 dias pela frente.

O calibre do meu medo

Posted in Uncategorized on 21 dezembro, 2008 by David Cohen

Desde que circulou na imprensa a notícia da absolvição do PM acusado do homicídio do menino João Roberto que venho amadurecendo a idéia de escrever um post sobre o assunto. Se a morte de uma criança, atingida por um tiro na cabeça dentro do carro dos pais, não é motivo suficiente para uma condenação, o que mais pode ser? Eu moro na Tijuca, bairro que fica localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Por coincidência, o mesmo bairro em que foi baleado o menino João Roberto. Minutos antes de escrever esse post eu ouvi estampidos de tiros. Ouço sempre, pois se tornou comum esse tipo de barulho na Cidade Maravilhosa. Uma espécie de sinfonia do medo, com a qual não pretendo me acostumar. Hoje estou na frente do computador escrevendo um texto para dividir minhas idéias com vocês. Amanhã eu não sei. Eu adoro a minha cidade. Apesar de ter nascido em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, vim morar no Rio de Janeiro quando tinha apenas 1 ano de idade. Aqui é a minha cidade.

Quem acompanha esse blog já se acostumou com meus posts sobre o Rio Antigo e sobre as belezas dessa cidade. Mas o Rio de Janeiro está acéfalo, sem comando, sem ordem. As madrugadas são assustadoras. Ontem um casal teve seu carro interceptado num sinal de trânsito que fica em frente ao meu prédio por bandidos armados com fuzis. Outro dia um idoso foi assaltado e morto na saída do banco que sou correntista. Não é possível sair a noite sem ser importunado por pivetes e moradores de rua. Não podemos fechar os olhos para a dura realidade da nossa cidade.

Na absolvição do menino João Roberto a sociedade lavou as mãos. Sim, pois a decisão foi proferida pelo 2º Tribunal do Juri da Capital. Para aqueles que não sabem, no Tribunal do Juri quem decide não é um magistrado, mas pessoas do povo. Um menino morreu dentro do carro de sua mãe e os jurados entenderam que isso não é suficiente para condenar o responsável pelos disparos. Pobre policial, confundiu o carro da família com o dos bandidos que ele perseguia; confundiu a bolsa da mãe do menino com um artefato; apenas se confundiu e sua confusão o legitima a desferir mais de 15 tiros contra um veículo parado.

Eu sou o maior defensor da atividade policial. Moradores de comunidades carentes fazem passeata em protesto contra as ações da polícia, mas não fazem absolutamente nada contra os traficantes que tomam conta das favelas. Se locupletam de favores espúrios. Silenciam. 

A verdade é que inocentes não podem continuar sendo assassinados impunemente. Seja o homicida um policial ou um traficante, a vida de uma criança não pode ser retirada nessas circunstâncias. Me perdoem o desabafo.

Me lembrei de uma canção dos Paralamas do Sucesso que retrata muito bem esse sentimento. Se puderem, ouçam e reflitam. Mas apenas refletir pode não ser mais o suficiente…

O Calibre

Herbert Viana

Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei da onde vem o tiro (2x)

Por que caminhos você vai e volta?
Aonde você nunca vai?
Em que esquinas você nunca pára?
A que horas você nunca sai?
Há quanto tempo você sente medo?
Quantos amigos você já perdeu?
Entricherado, vivendo em segredo
E ainda diz que não é problema seu

E a vida já não é mais vida
No caos ninguém é cidadão
As promessas foram esquecidas
Não há estado, não há mais nação
Perdido em números de guerra
Rezando por dias de paz
Não vê que a sua vida aqui se encerra
Com uma nota curta nos jornais

Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei, daonde vem o tiro (2x)

A culpa é nossa

Posted in Uncategorized with tags on 30 novembro, 2008 by David Cohen

folhinha

Todo final de ano é a mesma coisa. Vai chegando novembro, dezembro e começa aquela ladainha: “Nossa, como o ano passou rápido! Parece que voou!” Bom, eu tenho uma teoria sobre isso.

A culpa é toda nossa. Sim, por mais que seja paradoxal, a culpa é toda nossa. Somos nós que apressamos a passagem do tempo. Eu explico.

Durante o dia, ficamos com os olhos presos ao relógio torcendo para que as horas passem o mais rápido possível, ansiosos para deixarmos o trabalho e voltarmos para casa. Já durante a semana, torcemos feito loucos para os dias correrem e chegar logo sábado e domingo para descansarmos e nos divertirmos. Por fim, passamos o mês inteiro torcendo freneticamente para os dias voarem, pois, de bolsos vazios, ansiamos pela data do pagamento para recebermos nosso suado salário. E quando, finalmente, depois de toda essa correria, o ano chega ao seu final, nos confrontamos com essa hipócrita interjeição: “Nossa, como o ano passou rápido!” Ué, não fomos nós mesmos que apressamos o passar dos dias? O tempo teria que passar rápido para umas coisas e devagar para outras? Como somos contraditórios…

A culpa é toda nossa!

Cabelos brancos

Posted in Uncategorized with tags on 29 novembro, 2008 by David Cohen

Esse ano surgiram meus primeiros cabelos brancos. Tudo bem, não sei se foram exatamente os primeiros, mas apenas neste ano me dei conta da existência deles. Até bem pouco tempo atrás, minha maior preocupação – do ponto de vista capilar – era com a manutenção dos cabelos. Eu buscava de todas as formas fugir de uma calvície precoce e confesso que temia que não me restassem fios para branquear. Felizmente, até o momento, não foi o que aconteceu.

Reluzentes, meus primeiros cabelos brancos habitam as laterais de minha cabeça, onde destoam dos “irmãos” de cor escura. Pensei em arrancá-los com um pinça, mas fui advertido de que nasceriam em maior quantidade se eu fizesse isso. Voltei atrás, mas ainda não estou convicto de que tomei a decisão mais correta. Afinal, que mal haveria se eles tomassem conta de minha cabeça?

Costuma-se associar os cabelos brancos à maturidade e à experiência. Há até mulheres que afirmam que as rugas e os cabelos grisalhos trazem um certo charme para os homens, o que elas chamam de “beleza madura”. Não me parece que cabelos brancos embelezem quem quer que seja, mas sou capaz até de adquirir um certo ar professoral em função deles. E olhem que, por enquanto, são apenas uma meia-dúzia.

Na verdade, cabelos brancos são sinais evidentes de uma rotina desgastante. Desde muito jovens precisamos nos preocupar com “o que vamos fazer quando crescer” e, quando finalmente achamos que crescemos, continuamos com a mesma pergunta na cabeça. Perdemos a maior parte do tempo projetando a nossa vida, alicerçando sonhos que nem mesmo sabemos se seremos capazes de realizar. O sucesso parece uma estrada que vai se estreitando até encontrar o horizonte, uma corrida desenfreada em busca de paz e felicidade.

E ao longo dessa corrida eles vão aparecendo. Como cicatrizes que brotam de dores silenciosas, os sorrateiros cabelos brancos vão construindo seu império. E quando chegamos, finalmente, ao derradeiro trecho dessa estrada, em que tapetes são estendidos sobre buracos, já podemos dizer que temos uma vaga idéia do que seria o melhor caminho. Mas não podemos voltar atrás.

Talvez a cor de nossos cabelos se esmaeça a cada susto, a cada tropeço, a cada frustração pela escolha que supomos equivocada. Cada lágrima e cada gota de suor que escorre por nossa pele leva um pedaço do que fomos. Com o tempo descolorimos.

Esse texto é a forma que encontrei de dar as boas vindas aos meus cabelos brancos. Não pretendo mais ignorar a existência deles. Serão tratados com profunda cordialidade e espero que, nos próximos anos, eles conversem bastante comigo, não me permitindo que esqueça cada um dos seus infinitos significados, cada história que corporificam. Sejamos bons anfitriões.

E para terminar, vou dividir com vocês uns versos de uma música do Herivelto Martins que se chama, adivinhem, “Cabelos Brancos”: “Ninguém viveu a vida que eu vivi/ Ninguém sofreu na vida o que eu sofri/ As lágrimas sentidas, os meus sorrisos francos/ Refletem-se, hoje em dia, nos meus cabelos brancos.”

Ele quer mudar a Lei Rouanet. Eu dou um doce para quem adivinhar o motivo.

Posted in Uncategorized on 3 novembro, 2008 by David Cohen

crivella

As eleições municipais já se passaram e, para alegria do carioca consciente, o Bispo Marcelo Crivella, candidato à prefeitura do Rio pelo PRB, sequer conseguiu chegar ao segundo turno, vencido pelo candidato do PMDB Eduardo Paes.

O que não podemos esquecer é que, apesar de ter sido derrotado nas urnas, o Bispo Marcelo Crivella ainda é Senador da República e, como já era de se esperar, no exercício de seu mandato eletivo, continua aprontando das suas.

O Bispo Crivella encaminhou ao Senado projeto de lei para que o dinheiro da Lei Rouanet seja também destinado à construção e reforma de templos evangélicos, bem como para o pagamento de pastores com renúncia fiscal. Isso seria feito através da inclusão das igrejas entre as beneficiárias do PRONAC – Programa Nacional de Apoio à Cultura.

Para aqueles que não a conhecem, a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91), também conhecida como Lei de Incentivo à Cultura, prevê incentivos fiscais para empresas e indivíduos que desejam financiar projetos culturais. Entre outras medidas, a norma permite deduzir do imposto de renda de 60% a 100% do valor investido em um projeto cultural, de acordo com o enquadramento.

O objetivo de Crivella, que é sobrinho do Bispo Edir Macedo, é modificar a lei, incluindo a expressão “templos de qualquer natureza ou credo religioso”. O falacioso argumento de que seriam “templos do século passado”, apresentado pelo político, escamoteia a realidade, uma vez que a maior parte dos templos da Igreja Universal foi construída antes da década de 90.

Num país onde a cultura costuma ficar em segundo plano, sempre aparecem os oportunistas de plantão querendo criar atalhos na lei para finalidades espúrias.

Nos livramos de ter este “senhor” por quatro anos à frente da prefeitura da cidade. Agora é hora de redobrarmos a nossa atenção para a sua conduta como parlamentar. Fiquem atentos!